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Sinduscon-ES Informa
 

Nº 905 - 24.03.2026 
ENIC 2026 apresenta programação com tendências, negócios e inovação para a construção
 

O Encontro Internacional da Indústria da Construção 2026 acontece de 19 a 21 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, e reúne lideranças empresariais, autoridades públicas, especialistas e profissionais para debater os rumos do setor. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o evento apresenta tendências, soluções e oportunidades que devem orientar a indústria nos próximos anos.

A programação está organizada em seis hubs temáticos: Negócios, Tecnologia, Inovação, Sustentabilidade, Pessoas e Internacional, e inclui painéis sobre financiamento imobiliário, industrialização ...
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Informe sobre inversão de fases em licitações e impactos na contratação de obras
 

A Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou, nesta segunda-feira (23), um informe técnico sobre a inversão de fases em processos licitatórios, tema relacionado à aplicação da Lei nº 14.133/2021, especialmente em obras e serviços de engenharia.

A legislação vigente estabelece como regra a apresentação de propostas e lances antes da fase de habilitação. No entanto, o próprio texto legal permite a inversão dessa ordem, desde que haja justificativa técnica e previsão expressa no edital.

O documento destaca análises conduzidas por entidades do setor, como o Sinduscon-PE, que apontam riscos na abertura de propostas antes da habilitação dos licitantes. Entre os pontos levantados estão possíveis impactos na segurança jurídica e na qualidade das contratações públicas.

Segundo o vice-presidente de Infraestrutura da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, o material busca apoiar a disseminação de boas práticas. "O objetivo é orientar ações semelhantes em outros estados, com base em experiências já realizadas", afirma.

Como exemplo prático, o informe cita a adoção da inversão de fases pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE), no processo licitatório nº 4.069/2025, em que a habilitação dos licitantes passou a anteceder o julgamento das propostas.

Para acessar o informe clique aqui


Redução da jornada pode elevar em até 15% o custo da mão de obra no setor da construção
 

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode elevar em até 15% os custos com mão de obra na indústria da construção, chegando a R$ 155,6 bilhões por ano, ou exigir a contratação de 288 mil novos trabalhadores, com custo adicional de R$ 13,5 bilhões anuais. É o que mostra estudo inédito da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que analisa os impactos da proposta em discussão no Congresso Nacional.

Elaborado pela economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2024), o estudo demonstra que a mudança encareceria em 10% o custo da hora trabalhada, elevando a remuneração média de R$ 15,01/hora para R$ 16,51/hora. O efeito seria mais severo nas micro e pequenas empresas, que respondem por 98,7% dos mais de 300 mil estabelecimentos do setor, e nas construções populares, onde a mão de obra representa quase 60% do custo — proporção que varia entre 41% e 54% nos demais padrões.

“O estudo corrobora nossa preocupação com uma discussão açodada sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil”, aponta Renato Correia, presidente da CBIC. “Temos apontado a necessidade de avaliar esse tema de forma técnica, considerando dados confiáveis e questões que farão diferença, como baixa a produtividade do trabalhador falta de mão de obra. O setor da construção já enfrenta dificuldade de contratação em diversas regiões do país”.

O setor da construção emprega atualmente cerca de 3 milhões de trabalhadores formais e sua cadeia produtiva envolve aproximadamente 13 milhões de pessoas, entre fornecedores de materiais, serviços, máquinas e equipamentos.

Redução da jornada impõe três alternativas

O estudo divulgado pela CBIC aponta três cenários para compensar a perda de aproximadamente 600 mil horas de trabalho anuais. |O primeiro é reduzir o ritmo de atividade do setor da construção, sem qualquer reposição das horas perdidas. Nesse cenário, o impacto se espalharia por toda a cadeia produtiva, atrasaria obras em andamento, reduziria a oferta de imóveis e agravaria o déficit habitacional.

O segundo alternativa é a contratação de novos trabalhadores. Para repor as horas perdidas, o setor precisaria admitir 288 mil novos celetistas, sendo 111 mil só na Construção de Edifícios, 98 mil em Serviços Especializados e 79 mil em Obras de Infraestrutura. O custo adicional seria de R$ 9,9 bilhões por ano, valor que sobe para R$ 13,5 bilhões quando incluídos os encargos previdenciários e trabalhistas básicos. Com isso, o gasto total do setor com mão de obra passaria dos atuais R$ 135,3 bilhões para R$ 148,9 bilhões anuais – uma alta de 10%. Essa saída esbarra em uma realidade já conhecida pelo setor: a escassez de mão de obra qualificada e não qualificada em um mercado de trabalho que finalizou 2025 com o seu menor índice de desemprego (5,1%) desde 2012, segundo o IBGE.

O terceiro é a realização de horas extras. Considerando o adicional legal de 50%, o custo extra chegaria a R$ 14,8 bilhões por ano, ou R$ 20,3 bilhões com encargos trabalhistas básicos. O custo da mão de obra no setor subiria, então, para R$ 155,6 bilhões – um acréscimo de 15% sobre o patamar atual.

Acima da inflação

O setor da construção já opera com custos acima da inflação. O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), da FGV, acumulou alta de 5,81% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, com a mão de obra subindo 8,93% — enquanto o IPCA, indicador oficial da inflação no País, aumentou 4,44% no mesmo período. Há um agravante adicional: o nível de atividade do setor ainda está 9,43% abaixo do pico de 2014, mesmo após a recuperação pós-pandemia.

Habitação popular será a mais afetada

Os efeitos tendem a ser maiores na habitação popular, segmento em que a mão de obra representa quase 60% do custo das obras. Segundo Ieda Vasconcelos, o aumento nos custos pode pressionar o preço final dos imóveis e dificultar o acesso à moradia, especialmente para famílias de baixa renda e da classe média.

Além do impacto direto nas obras, o estudo ressalta que a construção possui forte efeito multiplicador na economia. “É fundamental que essa discussão ocorra com base em dados e levando em conta seus impactos econômicos e sociais”, conclui a economista.


Já confirmou sua presença no Vertente Conecta?
 

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Parabéns às empresas aniversariantes de março
 

O Sinduscon-ES parabeniza as empresas que fazem aniversário neste mês de março, conforme a data de fundação informada na ficha de associação. Desejamos sucesso e vida longa!

Bozi Construtora e Incorporadora
Construtora Dinâmica
Construtora Everest
Construtora Schmidt
Construtora Vila Real
DR Engenharia, Consultoria e Projetos
GS Construtora e Incorporadora
JP da Costa Construtora
JPF Engenharia
Opportunity Fundo de Investimento
RPM Estruturas e Montagens
Sá Cavalcante Empreendimentos
W.F Engenharia


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